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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

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Antonio Carlos Pedroso de Siqueira

Prezado Marco,

Tenho lido e apreciado muito as suas manifestações sobre a responsabilidade cidadã, especialmente a relativa ao exagerado peso dos tributos, incidente sobre todas as etapas produtivas, como no presente artigo.

Há uma questão muito importante, e que tem sido omitida pelos tributaristas, a respeito da efetiva carga tributária que incide em cada uma das fases da produção ou etapas econômicas de qualquer bem ou serviço. Trata-se dos diversos tributos que já chegam compondo as várias matérias primas ou insumos ou recursos da produção. É claro que quando cito esses aspectos nos lembramos, quase que instantaneamente, dos elevados custos sociais que sobretaxa o valor dos salários dos trabalhadores (talvez seja até por isso que o programa social do governo esteja fazendo tanto sucesso; é mais interessante deixar de trabalhar do que ter uma renda ínfima, da qual um montante equivalente fica na mão (ou no bolso) do governo).

As matérias primas e os insumos (energia, comunicação, transporte, segurança, capacitação, assistência médica, etc.) chegam para compor custos de operação recheados de muitos impostos. Uma parte desses impostos, bem pequena, por sinal, é utilizada como crédito, reduzindo a carga a ser suportada pela empresa. O total desses impostos, entretanto, será totalmente repassado ao consumidor final.

Com esses comentários nos dois últimos parágrafos seria interessante buscar analisar o total de tributos que é suportado pelo consumidor de qualquer produto ou serviço. Creio que é um dos desafios insolúveis, pela enorme quantidade de variáveis possíveis de serem adotadas em cada uma das fases do processo da extração das matérias primas, geração dos insumos, do próprio processo produtivo até sua comercialização final.

Os custos financeiros dos tributos que são financiados pelo capital de giro de cada um dos participantes desse processo também não são mensuráveis facilmente. Bem como os custos administrativos elevados pela necessidade que cada contribuinte tem de controlar, apurar e pagar esses tributos. Como boa parte é feita diretamente pela Internet toda a responsabilidade e custo administrativo recai, fortemente às empresas.

Não é por outra razão que há uma quantidade enorme de brasileiros trabalhadores, honestos e leais esteja sendo seduzido pela “facilidade” com que essa forma de (des)Governo tem criado, tanto pela simples sonegação como a corrupção explicita em qualquer meio de comunicação. Nunca deu tanta vergonha de se ser Honesto!

É com muita esperança que vejo, portanto, iniciativas como esta que você propõe, como a possibilidade de deixarmos mais transparentes as verdades de cada situação e a mobilização para as mudanças necessárias. Afinal, antes de se promover as mudanças é importante conhecermos o ambiente em que estamos e qual é o melhor que desejamos.

Abraços do


Antonio Carlos

Edison Nassin

Marco, você sabia que o culpado somos nós mesmos. Não somos unidos, você conhece a força e o slogan de "UNIDOS JAMAIS SEREMOS VENCIDOS"? Creio que já ouviu falar desta frase, e ela soa bem agora que estamos vendo as coisas acontecerem debaixo dos nossos narizes e temos que bancar tudo isto sem reclamar, sabem porque? Porque não somos unidos! É isto mesmo, se inicializassemos uma campanha de pelo menos três dias na semana ou dois , não saindo com os nossos veículos nas ruas, fossemos à pé ou de ônibus, já seria uma resposta muito violenta aos nossos governantes e especuladores de preços, sobre estradas e sobre os aumentos dos combustíveis, concordam? Mas não precisamos esperar mais, é só cada um sintonizar-se nos acontecimentos e fazermos a nossa parte, ainda dá tempo. Temos também as despesas de telefonias fixas, moveis, energia elétrica, utilização de água , etc... poderíamos fazer uma forçinha e deixarmos de gastar um pouquinho ficando uns dois dias sem utilizar na semana , se cada um fizer isto juntando o todo dá um rombo, um buraco , fazendo com que tudo volte aos preços normais! Somos todos culpados, pois a ganância do consumismo e do protecionismo viramos avarentos, só pensamos em nós mesmos e não mais no próximo, teríamos que fazer algo em prol da humanidade que somos nós mesmos, nossos filhos, esposas e amigos, pensem um pouco e verão o que quero dizer com isto.Reflitam!!!!!!
Temos sim que sensibilizar os políticos , mas também temos uma força nas nossas mãos que se usadas farão um diferencial muito gratificante para um futuro melhor.

Jornal do Blogueiro

Ótimo texto, Marco Roza!

Realmente, a classe média é o combustível, a caríssima gasolina que este país precisa para funcionar (nem vou falar do álcool, nem vou falar...). Sustentamos o luxo inebriante da classe política (olha o aumento de mais de 91% dos deputados), as inúmeras obras inacabadas espalhadas por esta país e aquelas que nem saíram do papel (e algumas que, como é sabido, já tiveram suas verbas utilizadas por motivos alheios à vontade do povo!), sofremos com a falta de cultura de grande (dira "enorme") parte da população que elege "ícones" políticos da corrupção deslavada e descarada (se bem que, sei lá, acredito que quem elegeu, novamente, o ex-prefeito de São Paulo para um cargo político tão importante não é assim tããão ingnorante... parecem sim visar proteger "os seus"), falta de saúde, falta de transporte público condizente com a verdadeira realidade populacional, estradas de ferro (nosso Brasil é enorme!), precisamos de energia para sustentar o crescimento econômico, precisamos de leis eficientes, polícia competente... cara, precisamos de tudo!

Precisamos e pagamos por isso tudo, Marco, e isso, cobrado exaustivamente em forma de impostos diversos(inclusive aqueles ditos "provisórios"), infelizmente, não temos.

Não temos paz, não temos segurança, não temos tranquilidade, mas em compensação temos o boleto do IPTU para quitar em janeiro, o IPVA (mesmo sem termos estradas decentes - fora as que estão nas mãos da iniciativa privada), o IRRF descontado na folha de pagamento, temos, como você mesmo disse, a conta das escolas das crianças (e a mensalidade da faculdade particular, já que as faculdades federais são cada vez mais distantes daqueles estudantes que trabalham o dia inteiro e estudam à noite), temos tudo isso, coisa de classe média...

Ai ai... acho que nem tão média assim...

Um enorme abraço e vou, sim, participar e me filiar à sua idéia.

Ps.: o comentário acima é, como posso dizer, particular, mas diante das suas palavras, sei lá... acho que me empolguei!
Ps2.: aproveitando também o espaço, digo que postei uma idéia sua de blogar currículos lá no JB! Genial!!!

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