É muito fácil de se acreditar no lugar comum de quem chega cedo à fonte bebe a água mais limpa. Qual a vantagem de organizar seu posicionamento estratégico apoiado apenas em um diferencial que pode ser rapidamente copiado. Amanhã, por mais madrugada que seja, quando chegar à fonte vai encontrar um expert em filas do INSS na sua frente.
O interessante mesmo é você aprender a criar situações a seu favor, que mesmo no bando, consiga beber a água mais adequada aos seus projetos. Seja diferenciando a maneira de coletar a água, de filtrá-la, de dar um aproveitamento ainda não percebido pelos seus concorrentes.
Diante de uma situação de crise, ou seja, em todas as fases importantes de crescimento de sua vida, você vai esbarrar com essa analogia. A crise, geralmente, gera respostas iguais. Apesar de todo mundo buscar, desesperadamente, saídas diferentes.
Por que? Porque na busca e na consolidação de nossas posições, a gente acaba realizando um ajuste fino em relação aos nossos concorrentes. Ou os concorrentes em relação às nossas inventividades.
Resultado: tendemos a um comportamento e a uma percepção da realidade mais ou menos semelhantes. O que nos induz, no momento de crise a aceitar o consenso dominante e as palavras de ordem de quem gritou primeiro. É quando bate o pânico em nossas nádegas, quentes e acomodadas, somos obrigados a sair correndo, desembestados.
Ao nos treinarmos a conviver com cenários de ruptura, vamos registrar as crises, por mais insignificantes que sejam, como sinais de ruptura. Quando você percebe uma rachadura dentro de seu apartamento, vai, naturalmente, se preocupar. Se for na coluna de sustentação, sairá correndo em busca de ajuda.
A idéia é mais ou menos a mesma. Se o mês não fechou, se os clientes repetem a mesma desculpa, se os contratos não fluem com a frequência do ano passado, páre e registre a ruptura.
E tente descobrir a tendência e as razões ocultas por trás da sequência de infortúnios. Pode não ser nada. Mas na grande maioria das vezes é algo que se acumula. Contra você. Até virar uma crise brava.
Ao registrar as pequenas rupturas num painel mais ampliado, você descobrirá talvez, antes do seu concorrente, que o mercado está se ajustando a um novo modelo de relacionamento entre os clientes e as ofertas de produtos e serviços.
Será sua chance de acelerar seus ajustes a um novo cenário. E por ter se inspirado em rupturas que só mais tarde serão captadas pelos concorrentes, estará pronto para beber água renovadora, no meio do bando.
Marco ,você acertou na mosca. É isto mesmo, o trabalho que realizo é justamente para que a pessoas não fique num cabide dentro de um guarda roupa da economia esperando a tábua de passar roupa e o ferro para poder sair bem vestido e alavancar seus objetivos, no dia a dia , voltando novamente à tarde sem nenhuma expectativa sequer.
Temos que deixar na estrutura psicológica das pessoas a percepção e a mudança rápida dos paradigmas, pois as mudanças aconteçem diariamente em nossos lares, trabalhos e laser, quando não em nossas particularidades.
Valeu Marco
Posted by: Edison Nassin | quarta-feira, 24 de janeiro de 2007 at 14:21