Capte a idéia e siga o fio da meada. Talvez essa frase poderia resumir as situações em que você percebe, intuitivamente, como as oportunidades se combinam à sua frente e tem a energia para captá-las e se manter disciplinado seguindo o fio da meada. Até que o sucesso do empreendimento caia no seu colo.
Aparentemente, você não fez muito esforço. Soube se manter atento às nuances, às necessidades e vontades de seus parceiros ou clientes. Aliás, tem muita gente que chama de sorte esse se deixar ficar no lugar certo e, principalmente, no tempo certo para pegar a onda da vez. É possível que você seja mesmo um sortudo.
O grande problema é repetir a sorte. Neste caso, vai ter que tentar entender porque a mágica funcionou na primeira vez. E ser capaz de repeti-la em situações semelhantes, no futuro.
Se você não souber fazer a sorte se repetir, vai se tornar aqueles tristes personagens que deram certo uma vez na vida e se empolgaram. Em vez de deixarem a ficha cair e reconhecer que foi puro lance de sorte, se apóiam, em vão, nos ares de grande empresários e se jogam com tanta convicção nos negócios, que a gente, de fora, só vê o coitado se esvaindo. Primeiro acabam as reservas. Depois o casamento. Depois o orgulho.
Por isso, volte para a realidade dos cenários intuitivos. Muitas vezes você capta de uma vez só o quadro geral e a tendência em que aquele novo empreendimento vai florescer. Ponto para você. Desde que reconheça que sua intuição precisa se apoiar em testes permanentes da realidade. Que você seja capaz de ouvir e apreender as reviravoltas do mundo ao seu redor.
Como? Mantendo além do ouvido aberto, uma planilha de custos super atualizada, com o foco na demanda. Ou seja, o mercado está financiando a sua visão intuitiva? Ou você começou a acreditar demais e tenta acelerar a onda de sorte a seu favor?
Na maioria das vezes, meu caro e minha cara, se antecipar às conjunções do universo é um desastre anunciado. O ideal, portanto, é começar seu empreendimento a partir de cenários intuitivos. E se desenvolver checando tudo. E gastando o mínimo possível. Deixando que o mercado financie tudo aquilo que extrapolar o seu talento e sua capacidade de mobilizar e motivar talentos complementares aos seus.