O que descobriremos ao explorarmos as vastas combinações do capital emocional, que perceberemos geralmente tarde demais, se nos faltam a transcendência e a consciência dos pequenos milagres cotidianos, é que somos ao mesmo tempo a moeda e o capital.
Por isso, a relativa dificuldade de ser árvore e nos perceber também como floresta. Mas se associarmos cada passo de nossa iniciativa com o caminhar da humanidade, talvez nos ajude a comparar o vigor da moeda emocional, que emerge ao garimparmos os mistérios que sustentam nossos eventos cotidianos até acessarmos, em causa própria, o capital que se acumula e nos envolve: o capital emocional coletivo.
Que a todos nós sustenta e renasce continuamente de cada um dos nossos suspiros, lágrimas, sorrisos e tensão muscular. E que potencializa aqueles e aquelas que se percebem, conscientemente como moeda e, ao mesmo tempo, como fonte deste capital emocional.
Apreenderemos o capital emocional sempre de maneira indireta, apoiado em analogias e parábolas e até mesmo em alguns versos inesperados, pois o capital emocional só existe e se manifesta a partir dos nossos relacionamentos e reflexões pessoais. E só se confirma ao se vincular e sustentar nossas atitudes.
Assim como a árvore que transcende a semente e se combina com os demais arbustos, flora e fauna até formar um conjunto, tão complexo, que se transforma numa floresta, cada um de nós é a moeda que emula o capital emocional pela diferença, que a nós pertence, e que acrescentamos ao conjunto.
Diferença que depende exclusivamente da nossa contribuição, em todos os aspectos de nossa vida, seja percebida pelos nossos pares, amigos, parentes, colegas de trabalho e aliados. E gera, como consequência, uma percepção coletiva, que é também diferenciada, do nosso ponto de vista, a cada olhar, troca de ideias, reflexões e decisões, nos situando com altivez na floresta que nós, árvores, ajudamos a criar.
O capital emocional que nos envolve desde o berço ao último suspiro está sempre em expansão. É fruto da complexidade, como é a nossa vida e se manifesta, por sua vez, quando os detentores individuais das moedas emocionais se conscientizam que são, ao mesmo tempo, ponto de apoio e alavanca para mudar suas próprias realidades.
Quando você se vê muitas vezes transformado no ponto de apoio de decisões alheias interferindo nas suas vontades mais íntimas, se torna, na prática, cúmplice das ordens e da ordenação social, cultural ou burocrática ao seu redor. Basta um pouco de recuo para descobrir que também legitima a cumplicidade social mais ampla e que se quiser poderá influenciar e se tornar também parte integrante das alavancas que movimentam seu destino.
Será, portanto, ponto de apoio e simultaneamente a alavanca. E ampliará, à medida que se conscientiza de seu valor como moeda emocional, a influência sobre as circunstâncias que afetam sua vida. Que é o que mais nos interessa nesta nossa troca de ideias.
Ainda será, claro, surpreendido por trombadas inesperadas, pois da mesma maneira que as diferenças que você exercita e tenta impor ao conjunto, através dos relacionamentos que estabelece em casa, no emprego e na comunidade, também sofrerá os esbarrões de outras concepções que disputam a geração e o acesso ao capital emocional.
Mas, consciente, aprenderá a conviver com disputas, que mesmo intensas, são naturais na busca do viés que acelerará ou não a acumulação do capital emocional com sua marca, que será sua reserva estratégica para consolidar suas vitórias pessoais.
Por isso, toda vez que você tiver dificuldade em compreender o significado pleno de capital emocional, tente se concentrar na influência que o seu relacionamento como moeda emocional causa nas atitudes das pessoas ao seu redor. Você estará, talvez, diante de uma manifestação genuína do capital emocional que continuará intangível como a resposta à questão: "Qual é o som de uma única mão que bate palmas?".
Teremos acessado, quando indagações deste tipo se tornarem genuinamente parte de nossas reflexões, um universo que vai muito além das aparências. Atingiremos uma nova dimensão em nossas vidas que nos ajudará a sofisticar nossos relacionamentos ao gerar e investir nosso capital emocional, a ponto de sermos capazes de assumir, simultaneamente, o ponto de apoio e a alavanca de nossa própria vida.
Sermos, ao mesmo tempo, a moeda e o capital emocional. E o som de uma única mão que bate palmas poderá se tornar a sinfonia que se tornará a trilha sonora de uma vida que acumula pequenas vitórias todos os dias, por estarmos, também todos os dias, conscientes dos pequenos milagres que nos mantêm vivos.
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